Como a terapia pode ajudar nos problemas de disfunção sexual?

17/07/2019

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As disfunções sexuais podem ser caracterizadas como perda ou diminuição de forma prolongada do desejo sexual da excitação e do orgasmo, acometendo tanto homens quanto mulheres, sendo responsável por intenso sofrimento e problemas no relacionamento. Disfunções sexuais podem ser divididas em: Transtornos do desejo sexual (incluindo transtorno de desejo hipoativo e transtorno de aversão sexual), transtornos da excitação sexual (incluindo transtorno da excitação sexual feminina e transtorno erétil) e transtornos do orgasmo (incluindo transtorno do orgasmo feminino e masculino e ejaculação precoce).

O objetivo da terapia no tratamento de disfunções sexuais é ajudar o indivíduo a ter uma vida sexual mais satisfatória. A terapia ajuda na compreensão dos fatores que estão gerando e mantendo os problemas sexuais e através de técnicas sinaliza caminhos para resolvê-los. As disfunções acontecem devido a fatores psicológicos ou a condições médicas. Em homens após os 40 anos, a maioria das causas são orgânicas e pelo menos 50% deles vão apresentar algum grau de disfunção erétil após esta idade.

Por disfuncional entende-se tudo aquilo que interfere na satisfação sexual de uma pessoa e seus/suas parceiros/as. Por exemplo, se você acha que vem ejaculando muito rápido ou de forma demorada, mas este fato não vem incomoda você, nem a seus/suas parceiros/as, isto quer dizer que não é necessariamente disfuncional para sua pessoa.

A seguir apresento os principais transtornos ligados às disfunções sexuais:

Transtornos do desejo

Ocorrem quando o desejo sexual é hipoativo, ou seja, quando a energia sexual desaparece ou quando o indivíduo possui aversão sexual, rejeitando de forma extrema todo tipo de contato genital com outra pessoa.

Transtornos de excitação sexual

Acontece, nas mulheres, quando há incapacidade persistente para adquirir e/ou manter uma resposta de excitação sexual até a consumação da atividade. Nos homens é definido como disfunção erétil quando de forma constante eles não conseguem obter e/ou manter ereção peniana suficiente para uma atividade sexual satisfatória, este é o transtorno mais presente em homens que buscam ajuda para problemas de disfunção sexual.

Transtornos do orgasmo

Reconhecidos pela ausência persistente e recorrente de orgasmos após uma fase normal de excitação sexual, nas mulheres, incluem a dispareunia, dor extrema ao se tentar ter relação sexual ou outra atividade penetrativa, o vaginismo que é caracterizado pela contração involuntária da musculatura da vagina tornando a penetração impossível ou extremamente dolorosa.

O que causa os problemas de disfunção sexual? A satisfação sexual é o resultado da interação de fatores biológicos, psicológicos e sociais. Quaisquer alterações nestes campos podem desencadear problemas sexuais. A falta de conhecimento sobre o próprio corpo bem como o corpo dos/as parceiros/as; a desinformação sobre a função do clitóris no prazer feminino, a ausência de comunicação de maneira eficaz sobre o que é ou não prazeroso na relação sexual, são fatores que colaboram nos problemas de disfunção sexual.

A ansiedade, o medo, a preocupação e o stress contribuem de forma significativa nos problemas sexuais, desencadeando e mantendo os mesmos. Por exemplo, a preocupação da mulher em não ter orgasmo pode leva-la a não relaxar e a não sentir as sensações dos estímulos sexuais, levando-a portanto, a não ter prazer. Outro exemplo pode ser dado nos casos de disfunção erétil nos homens quando os mesmos começam a pensar que não vão conseguir ter uma ereção ou que vão perde-la, gerando sentimentos de medo ou até mesmo de pânico, estes sentimentos por sua vez levam a sintomas físicos como sudorese, palpitação e aumento da frequência cardíaca, a atenção é focalizada nos pensamentos e sensações, logo os estímulos sexuais prazerosos não são percebidos e a falta de ereção que era temida acaba acontecendo.

Como a terapia ajuda nos problemas de disfunção sexual?

Os objetivos da terapia baseiam-se em uma proposta feita por Spence, a saber:

1° Prover um programa estruturado que permita:

a) aumentar o repertório sexual.

b) encorajar a comunicação.

c) ter uma abordagem menos genital.

d) sentir-se confiante e seguro para pedir o que deseja.

e) assumir responsabilidades pelo seu próprio prazer.

f) sentir-se confortável em sentir e dar prazer.

g) perder o medo de intimidade.

h) ter um bom conhecimento sobre o parceiro/a sexual.

2° Ajudar a encontrar os fatores que causam ou que mantenham os problemas sexuais.

3° Ensinar técnicas para problemas específicos.

Nas primeiras sessões é feita uma avaliação, onde são coletados os dados da história de vida da pessoa e os seus principais problemas. O plano terapêutico é proposto levando em consideração a hipótese diagnóstica. Existem estratégicas eficazes a serem utilizadas dependendo do tipo de transtornos, dentre estas estratégias incluem-se a modificação de atenção e de situação, correção de crenças mal-adaptativas e de preocupações concretas a respeito do desempenho sexual, meditação, relaxamento, estimulação adequada e técnicas de foco sensorial.